

Como usar este guia
- Ainda decidindo se vale a pena: capítulos 1 e 2.
- Quer saber qual empresa abrir: capítulos 3 e 4.
- Quer o passo a passo: capítulos 14, 15 e 16.
- Tem dúvida sobre o CRM: capítulo 17.
- Quer saber custo e prazo: capítulos 20 e 21.
- É plantonista, residente ou vai abrir clínica: capítulos 22, 23 e 24.
- Quer ver uma abertura do começo ao fim: capítulo 30.
O guia em 2 minutos
- Por que abrir: como pessoa física, o imposto pode passar de 27%; como PJ, a carga costuma ficar entre 9% e 16% do faturamento.
- Qual empresa: SLU para quem atua sozinho; sociedade limitada para quem vai ter sócios. MEI não é permitido para medicina.
- CNAE: 8630-5/03 (consultas), 8630-5/02 (com exames), 8630-5/01 (com procedimentos).
- Regime: em geral, Simples Nacional com Fator R, a partir de 6%. A partir de R$ 40 mil a R$ 50 mil por mês, o Lucro Presumido costuma ganhar.
- Etapas: contrato social, Junta Comercial, CNPJ, inscrição municipal, CRM-PJ, certificado digital e emissão de notas.
- Prazo: de 2 a 4 semanas.
- Custo: taxas oficiais de algumas centenas de reais (JUCESP: R$ 218,99 em 2026), certificado digital e o serviço de abertura, grátis na Move a partir do PRÓ.
1. Por que médicos estão abrindo CNPJ
A resposta curta é a carga tributária. Quando você atua como pessoa física, em plantões, consultório ou convênios, os rendimentos pagam Imposto de Renda de até 27,5%, mais o INSS. Na prática, não é raro que a carga de um médico autônomo passe de 27% do que ele fatura.
| Faturamento por mês | Como autônomo | Como PJ (melhor regime) |
|---|---|---|
| R$ 12 mil | cerca de 25,5% | cerca de 9% (Simples, Fator R) |
| R$ 30 mil | cerca de 26,7% | cerca de 15,5% (Simples, Fator R) |
| R$ 60 mil | cerca de 27,1% | cerca de 15,2% (Lucro Presumido) |
Os percentuais somam os impostos da empresa e o INSS e o IR do pró-labore, sem deduções. Além da economia, ter CNPJ abre portas: muitos hospitais e clínicas só contratam PJ, convênios preferem esse formato e a distribuição de lucros é isenta de IR até R$ 50 mil por mês por empresa (Lei 15.270/2025). Entenda o funcionamento completo no guia do médico PJ.
2. Abrir PJ médica: quando vale e quando ainda não
Vale a pena quando
- o contratante exige CNPJ para pagar plantões ou produção;
- você fatura de forma recorrente a partir de R$ 6 mil a R$ 8 mil por mês;
- recebe de vários hospitais, clínicas ou convênios;
- pensa em ter consultório, sócios ou financiar equipamentos.
Pode ser cedo quando
- os plantões são poucos e esporádicos;
- a renda ainda é baixa e irregular, e os custos fixos da empresa (contabilidade, certificado, CRM-PJ) consumiriam a economia;
- você só tem vínculo CLT.
Na dúvida, simule com a calculadora de CLT × PJ ou a de plantão PF × PJ.
3. Qual o melhor CNPJ para médicos
Quando se pergunta “qual o melhor CNPJ para médico”, a dúvida é, na verdade, sobre o tipo de empresa. As opções:
| Tipo | Para quem | Pontos de atenção |
|---|---|---|
| SLU (Sociedade Limitada Unipessoal) | Médico que atua sozinho | A opção mais usada hoje: um sócio, responsabilidade limitada, sem capital mínimo |
| Sociedade limitada | Dois ou mais sócios | Exige contrato social com regras de entrada, saída e divisão de lucros |
| Sociedade simples | Médicos que atuam pessoalmente, sem estrutura empresarial | Registrada em cartório; pode ter ISS fixo como sociedade uniprofissional em alguns municípios |
| Sociedade empresária | Clínicas com estrutura e equipe | Exigida para a equiparação hospitalar |
| EI (Empresário Individual) | Pouco usado por médicos | Responsabilidade ilimitada: o patrimônio pessoal responde pelas dívidas |
| MEI | Não permitido | A medicina não está entre as atividades do MEI |
Além do tipo, a empresa tem um porte: Microempresa (ME), com faturamento de até R$ 360 mil por ano, ou Empresa de Pequeno Porte (EPP), até R$ 4,8 milhões. O porte não é escolha sua, é consequência do faturamento. Veja também MEI, LTDA ou EPP para médico.
Resposta prática: para a maioria dos médicos que começam sozinhos, o melhor CNPJ é uma SLU no Simples Nacional, com o CNAE certo e Fator R.
4. CNPJ médico individual: SLU, EI ou continuar autônomo
Quem vai atuar sozinho costuma comparar três caminhos:
| Autônomo (pessoa física) | EI | SLU | |
|---|---|---|---|
| Imposto | IR de até 27,5% e INSS | Como empresa (Simples ou Presumido) | Como empresa (Simples ou Presumido) |
| Patrimônio pessoal | Responde por tudo | Responde pelas dívidas da empresa | Protegido, em regra |
| Custo fixo | Baixo | Contabilidade e taxas | Contabilidade e taxas |
| Recomendação | Renda baixa e eventual | Raramente | A opção padrão para o médico individual |
A SLU substituiu a antiga EIRELI e permite ter uma empresa com um único sócio, sem capital mínimo e com responsabilidade limitada. Para o médico que quer um “CNPJ individual”, é o caminho mais seguro. Para quem está saindo da residência, veja médico recém-formado: SLU, EI ou autônomo.
5. Antes de abrir: as decisões que muita gente ignora
Antes de qualquer formulário, algumas perguntas definem o seu imposto por anos:
- O que você vai fazer como empresa? Consultas, exames, procedimentos? Isso define o CNAE.
- Vai atuar sozinho ou com sócios? Define o tipo de empresa.
- Onde a empresa vai ficar? Consultório próprio, endereço fiscal ou sede virtual. Define o ISS e as licenças.
- Quanto deve faturar no primeiro ano? Define o regime e o pró-labore.
- Quem são os seus tomadores? Hospitais, clínicas, convênios, pacientes particulares. Influencia retenções e, a partir de 2027, a decisão do Simples Híbrido.
Essas decisões devem ser tomadas em conversa com um contador especializado, com uma simulação dos seus números. Corrigir depois é mais difícil e mais caro.
6. CNAE: o código certo para a sua atividade
| CNAE | Para quem se aplica |
|---|---|
| 8630-5/03 | Médico que realiza consultas, sem procedimentos no local (clínico geral, pediatra, psiquiatra, cardiologista clínico, entre outros) |
| 8630-5/02 | Médico com exames complementares no próprio local (cardiologista com eco, gastroenterologista com endoscopia, pneumologista com espirometria) |
| 8630-5/01 | Médico com procedimentos cirúrgicos ambulatoriais (dermatologista, oftalmologista, ginecologista com procedimentos, cirurgião plástico ambulatorial) |
| 8630-5/99 | Outras atividades ambulatoriais não especificadas (verifique antes se 8630-5/03 não descreve melhor a sua atuação) |
O erro mais comum é escolher um código genérico que não reflete a atividade real e descobrir meses depois que isso gerou tributação incorreta, problema na emissão de notas ou impedimento para a equiparação hospitalar. Pesquise na pesquisa de CNAE e veja CNAE para médicos e o guia de CNAE por especialidade.
7. Médico PJ no Simples Nacional
A maioria dos médicos começa no Simples Nacional, que reúne os impostos num único boleto por mês, o DAS. A medicina pode ficar no:
- Anexo III, a partir de 6%, quando a folha (incluindo o pró-labore) é de pelo menos 28% do faturamento: é o Fator R;
- Anexo V, a partir de 15,5%, quando o Fator R fica abaixo de 28%.
O prazo para optar pelo Simples na abertura
A empresa nova tem um prazo curto para pedir o Simples Nacional: até 30 dias depois do último deferimento de inscrição (municipal ou estadual), sem passar de 60 dias da data de abertura do CNPJ. Se perder o prazo, a empresa só pode optar em janeiro do ano seguinte e fica no Lucro Presumido até lá. Por isso, a opção deve ser feita logo depois da inscrição municipal.
Quando o Simples não é a melhor opção
Com faturamento a partir de R$ 40 mil a R$ 50 mil por mês, o Lucro Presumido costuma sair mais barato. Clínicas com procedimentos podem usar a equiparação hospitalar no Presumido. A comparação completa está no guia de planejamento tributário médico e na calculadora de Simples × Presumido.
8. Capital social: quanto colocar
O capital social é o valor que os sócios declaram investir na empresa. Para a SLU e a sociedade limitada, não há valor mínimo. Na prática, médicos costumam usar valores entre R$ 1 mil e R$ 10 mil. Três pontos ajudam a decidir:
- Anuidade do CRM-PJ: em alguns conselhos, o valor varia conforme o capital social.
- Imagem e crédito: capital muito baixo pode chamar atenção em análises de crédito ou licitações.
- Integralização: o capital deve ser de fato integralizado, em dinheiro ou bens, no prazo do contrato.
9. Quem pode ser sócio de uma empresa médica
Toda empresa médica precisa de um diretor técnico médico registrado no CRM. Os sócios que exercem a medicina na empresa devem ser médicos com registro ativo. A participação de sócios que não são médicos, como cônjuges ou investidores, tem regras próprias e precisa ser analisada caso a caso, porque pode afetar o registro no conselho, a natureza da sociedade e benefícios como o ISS fixo das sociedades uniprofissionais.
10. Como escolher o nome da empresa
- Razão social: o nome oficial, que costuma levar o nome do médico ou um nome fantasia, mais “Ltda.” ou “Sociedade Unipessoal Ltda.”.
- Nome fantasia: o nome comercial, que pode ser usado no consultório e nas redes.
- Disponibilidade: a Junta confere se o nome já existe no estado.
- Regras éticas: nomes de empresas médicas devem respeitar as normas de publicidade do CFM, sem promessas de resultado.
11. Sociedade uniprofissional: vale abrir assim?
Em alguns municípios, como São Paulo, sociedades formadas só por profissionais da mesma área, que atuam pessoalmente e sem caráter empresarial, podem pagar o ISS em valor fixo por profissional, em vez de percentual sobre o faturamento. Para faturamentos altos, a economia é grande. Mas há condições: a sociedade precisa ser simples, sem elementos de empresa (como equipe grande prestando o serviço em nome dos sócios), e as regras mudam com a reforma tributária até 2032. Vale estudar na abertura de sociedades com dois ou mais médicos de faturamento alto. Simule na ferramenta de sociedade uniprofissional.
12. Abrir CNPJ médico em São Paulo
Em São Paulo, o caminho tem algumas particularidades:
- Junta Comercial: a JUCESP registra a SLU ou a sociedade limitada, com taxa de R$ 218,99 em 2026 para ME e EPP.
- Prefeitura: a inscrição municipal (CCM) é feita no portal da Prefeitura de São Paulo e é obrigatória para emitir a nota de serviço.
- ISS: o percentual depende do código de serviço; sociedades uniprofissionais podem ter ISS fixo.
- Prestadores de fora: empresas sediadas em outros municípios que prestam serviço em São Paulo podem precisar de cadastro na prefeitura (CPOM) para evitar a retenção do ISS pelo tomador.
- CREMESP: o registro da empresa médica é feito no portal do conselho.
- Vigilância Sanitária: para consultórios e clínicas com atendimento no local.
Veja também o guia de contabilidade para médicos em São Paulo.
13. Abrir CNPJ em outras cidades: o que muda
Em qualquer cidade, as etapas são as mesmas: Junta Comercial do estado, CNPJ, inscrição na prefeitura, registro no CRM do estado e certificado digital. O que muda é:
- a taxa da Junta Comercial de cada estado;
- o percentual de ISS e as regras de nota fiscal de cada município;
- a existência ou não do ISS fixo para sociedades uniprofissionais;
- as exigências de alvará e Vigilância Sanitária;
- o prazo de cada órgão.
Como o atendimento da contabilidade é digital, é possível abrir e manter a empresa com uma contabilidade de outra cidade, desde que ela conheça as regras do seu município.
14. Passo a passo para abrir o CNPJ médico
1. Converse com um contador antes de qualquer formulário
Um contador especializado em médicos faz a simulação com o seu faturamento estimado, a estrutura de atendimento e os sócios, e indica o CNAE e o regime mais vantajosos. Essa conversa evita decisões caras de corrigir depois.
2. Defina a natureza jurídica
SLU para quem atua sozinho; sociedade limitada para quem vai ter sócios. Médico não pode ser MEI.
3. Consulte a viabilidade do endereço
A prefeitura confirma se a atividade pode funcionar no endereço escolhido. Para quem não tem consultório, o endereço fiscal ou a sede virtual resolve (capítulo 16).
4. Elabore o contrato social e registre na Junta Comercial
O contrato social traz a razão social, o endereço, a atividade (CNAE), o capital social, as quotas e as regras de funcionamento. A contabilidade redige e registra na Junta Comercial do estado (em São Paulo, a JUCESP), por meio digital.
5. Obtenha o CNPJ
Com o registro na Junta, a Receita Federal emite o CNPJ. O processo é integrado pela REDESIM, que conecta os órgãos e reduz o tempo.
6. Faça a inscrição municipal e obtenha o alvará
A inscrição municipal é obrigatória para emitir nota fiscal de serviços. Com espaço físico de atendimento, entram também o alvará de funcionamento e, conforme a estrutura, a Vigilância Sanitária.
7. Peça a opção pelo Simples Nacional
Dentro do prazo do capítulo 7.
8. Registre a empresa no CRM
Toda empresa médica precisa estar registrada no conselho regional do estado, com um médico como diretor técnico (capítulo 17).
9. Providencie o certificado digital
O e-CNPJ é a assinatura eletrônica da empresa: necessário para a Receita, as notas e as declarações.
10. Configure a emissão de notas e comece a operar
Com inscrição municipal, Simples e certificado em dia, a contabilidade configura a emissão da NFS-e. Desde 2026, os municípios usam o padrão nacional. Veja NFS-e Nacional 2026.
15. Documentos necessários
- RG e CPF dos sócios;
- comprovante de residência dos sócios;
- carteira do CRM (pessoa física) dos sócios médicos;
- estado civil e regime de bens dos sócios;
- dados do endereço da empresa (IPTU ou contrato do endereço fiscal);
- atividades que serão exercidas, para a definição do CNAE;
- valor do capital social e divisão das quotas, quando houver sócios;
- e-mail e telefone para os cadastros.
16. Onde registrar a empresa: consultório, endereço fiscal ou sede virtual
| Opção | Para quem | Observação |
|---|---|---|
| Consultório próprio | Quem atende no local | Exige alvará, Vigilância Sanitária e CNES |
| Endereço fiscal ou sede virtual | Quem atende só em hospitais, clínicas ou por telemedicina | Menos licenças e custos; o endereço é só para a sede da empresa |
| Residência | Possível em alguns casos | Depende do zoneamento e da consulta de viabilidade |
O município da sede define o ISS e as regras de nota fiscal. Veja sede virtual para médicos.
17. CRM PJ: registro da empresa no CRM (CREMESP em SP)
Esse passo é exclusivo da medicina e costuma ser esquecido por quem abre o CNPJ sem acompanhamento especializado. Toda empresa que presta serviços médicos precisa estar registrada no conselho regional do estado como pessoa jurídica. Em São Paulo, é o CREMESP.
Como funciona
- Pedido de inscrição da empresa no portal do conselho, depois que o CNPJ estiver ativo.
- Diretor técnico: um médico sócio ou contratado assume a responsabilidade ética pelos serviços.
- Documentos: contrato social, cartão do CNPJ, dados do diretor técnico e do estabelecimento.
- Anuidade da pessoa jurídica: paga todo ano, em valor que costuma variar conforme o capital social.
Atuar como empresa médica sem o registro no CRM é irregular e pode impedir a prestação de serviços, além de gerar sanções éticas. Muitos hospitais pedem o comprovante do registro no credenciamento.
CRM PJ consulta: como conferir o registro
Os conselhos regionais oferecem consulta pública de empresas registradas no próprio site. Com o CNPJ ou o nome da empresa, é possível conferir se o registro está ativo. Vale conferir a sua empresa depois do registro e, se você vai ser sócio ou prestar serviço para uma clínica, consultar também o registro dela.
18. Licenças: alvará, Vigilância Sanitária e CNES
- Alvará ou licença de funcionamento: exigido pela prefeitura para o funcionamento no endereço, conforme as regras locais.
- Vigilância Sanitária: para consultórios e clínicas com atendimento no local, conforme o tipo de procedimento.
- CNES: o cadastro nacional dos estabelecimentos de saúde, exigido para estabelecimentos com atendimento e para faturar convênios em muitos casos.
- Corpo de Bombeiros: conforme o tamanho e o tipo do imóvel.
Quem atende só em hospitais e clínicas, com endereço fiscal, em geral não precisa de Vigilância Sanitária nem de CNES próprio. Veja o checklist para abrir clínica.
19. Certificado digital e nota fiscal
O certificado digital da empresa (e-CNPJ) custa, em geral, de R$ 150 a R$ 300 por ano. Ele é usado para emitir notas, acessar a Receita, assinar declarações e outorgar procurações à contabilidade. Com ele, a empresa emite a NFS-e para cada tomador, em geral uma por mês, com a descrição do serviço de acordo com o CNAE e o contrato.
20. Quanto custa abrir um CNPJ médico
| Item | Quanto custa |
|---|---|
| Junta Comercial | Em São Paulo, R$ 218,99 em 2026 para LTDA ou SLU enquadrada como ME ou EPP (Portaria JUCESP 146/2025); nos outros estados, varia |
| Prefeitura | Varia por município; muitas vezes gratuita para quem não tem consultório |
| CRM-PJ | Taxa de inscrição e anuidade da pessoa jurídica |
| Certificado digital | Cerca de R$ 150 a R$ 300 por ano |
| Serviço de abertura | Grátis na Move nos planos PRÓ, GROWTH e SCALE |
O detalhamento, com os custos mensais depois da abertura, está em quanto custa abrir CNPJ para médico em 2026. Simule o seu município na simulação de abertura.
O que muda muito mais que o custo de abertura é quanto você vai pagar de imposto mês a mês, e isso depende das decisões de CNAE e regime.
21. Quanto tempo demora para abrir
| Etapa | Prazo comum |
|---|---|
| Simulação e definição da estrutura | 1 a 3 dias |
| Viabilidade e registro na Junta | 2 a 7 dias |
| CNPJ | Logo após o registro |
| Inscrição municipal e licenças | 2 a 10 dias, conforme o município |
| Opção pelo Simples | Pedido imediato; confirmação em alguns dias |
| Registro no CRM | Alguns dias a algumas semanas |
| Certificado digital e notas | 1 a 3 dias |
No total, de 2 a 4 semanas na maioria dos casos. Com consultório e Vigilância Sanitária, pode levar mais.
22. CNPJ para médico plantonista
O plantonista é quem mais precisa de CNPJ, porque muitos hospitais e empresas de escala só pagam PJ. Pontos específicos na abertura:
- Endereço fiscal costuma resolver, já que os plantões são feitos nos hospitais.
- CNAE de consultas (8630-5/03) em geral é o adequado.
- Simples com Fator R: o pró-labore deve acompanhar o faturamento, que varia mês a mês.
- Vários tomadores: uma nota por hospital, com atenção às retenções de ISS e ao cadastro de prestadores de outros municípios.
- Contratos no nome da empresa, com prazo de pagamento e regras de glosa. Veja contrato de médico PJ.
Tudo isso está no guia de contabilidade para médico plantonista.
23. CNPJ para residente e recém-formado
Quem está na residência pode ter CNPJ para os plantões e atendimentos extras; a bolsa da residência continua como renda de pessoa física. No início da carreira, a estrutura deve ser simples e barata: SLU, Simples com Fator R, endereço fiscal e um plano de contabilidade de entrada. Se os plantões ainda são raros, pode valer esperar a renda ficar recorrente. Veja médico recém-formado.
24. CNPJ para consultório e clínica com sócios
Quem vai abrir consultório ou clínica tem mais decisões: o tipo de sociedade (simples ou empresária), o contrato social com regras de entrada, saída e divisão de lucros, as licenças sanitárias, o CNES e, se houver procedimentos, a análise da equiparação hospitalar. Veja sociedade entre médicos e o checklist para abrir clínica.
25. E as outras profissões da saúde?
O caminho é parecido para psicólogos, dentistas, fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos, enfermeiros e terapeutas ocupacionais: tipo de empresa, CNAE próprio, regime (em geral Simples com Fator R), inscrição municipal, registro no conselho da profissão e certificado digital. Veja o CNAE de cada uma:
- CNAE para psicólogos
- CNAE para dentistas
- CNAE para fisioterapeutas
- CNAE para nutricionistas
- CNAE para fonoaudiólogos
- CNAE para enfermeiros
26. Depois de abrir: o primeiro mês
- Abra a conta PJ e avise os tomadores, com o cartão do CNPJ e os dados bancários.
- Assine ou atualize os contratos no nome da empresa.
- Emita a primeira nota de cada tomador.
- Defina o pró-labore com a contabilidade, pensando no Fator R.
- Separe uma reserva de impostos a cada recebimento.
- Pague o primeiro DAS no vencimento, até o dia 20.
Para organizar o dinheiro desde o começo, veja o guia de finanças do médico PJ.
27. Contabilidade médica: por que ela importa já na abertura
A abertura é o momento em que mais se ganha ou se perde dinheiro, porque as escolhas de CNAE, tipo de empresa, endereço e regime acompanham a empresa por anos. Uma contabilidade médica especializada:
- simula o seu caso antes de abrir;
- escolhe o CNAE e o regime certos;
- cuida do registro no CRM e das licenças;
- faz a opção pelo Simples no prazo;
- configura notas, pró-labore e Fator R desde o primeiro mês.
Veja contador para médicos e os planos da Move Online, a partir de R$ 89 por mês, sem 13ª, com abertura grátis a partir do PRÓ.
28. Quanto custa manter a empresa por mês
| Custo | Quanto |
|---|---|
| Impostos | A partir de 6% do faturamento no Simples (Anexo III) ou cerca de 13% a 16% no Lucro Presumido |
| INSS do pró-labore | 11% do pró-labore, até o teto |
| Contabilidade | Na Move, de R$ 89 a R$ 497 por mês, sem 13ª |
| CRM-PJ | Anuidade da pessoa jurídica |
| Certificado digital | Renovação anual |
| Conta PJ | Muitos bancos digitais não cobram tarifa |
Para um médico com R$ 12 mil por mês, a economia em relação à pessoa física passa de R$ 20 mil por ano mesmo depois de pagar a contabilidade.
29. O que a Move faz na abertura
- simulação do seu caso antes de abrir, com regime, Fator R e pró-labore;
- definição do tipo de empresa, do CNAE e do endereço;
- contrato social, registro na Junta, CNPJ e inscrição municipal;
- opção pelo Simples dentro do prazo;
- registro da empresa no CRM e orientação sobre as licenças;
- configuração da emissão de notas e do pró-labore;
- atendimento por WhatsApp em todas as etapas.
A abertura é grátis nos planos PRÓ, GROWTH e SCALE. Veja os planos da Move Online.
30. Exemplo completo: a abertura de uma médica plantonista
Veja como seria a abertura de uma médica que faz plantões em dois hospitais e começa a atender numa clínica. Os prazos e valores são ilustrativos.
Semana 1: a decisão
Ela fatura cerca de R$ 18 mil por mês como autônoma, com cerca de 26% de impostos. Um dos hospitais passa a exigir CNPJ. Na simulação, com uma SLU no Simples e Fator R, a carga cai para cerca de 10%. Ela decide abrir.
Semana 1: a estrutura
SLU, CNAE 8630-5/03 (consultas e plantões), endereço fiscal (ela não tem consultório), capital social de R$ 5 mil e Simples Nacional. Ela envia RG, CPF, comprovante de residência, CRM e o regime de bens.
Semana 2: o registro
A viabilidade do endereço é aprovada, o contrato social é registrado na Junta e o CNPJ sai no mesmo dia. A inscrição municipal é feita logo depois, e a opção pelo Simples é pedida no mesmo dia.
Semana 3: CRM e certificado
A empresa é registrada no CRM, com ela como diretora técnica. O certificado digital é emitido por videoconferência, e a emissão de notas é configurada.
Semana 4: o primeiro mês
Ela abre a conta PJ, envia os dados aos dois hospitais e à clínica, assina os contratos no nome da empresa e emite as primeiras notas. O pró-labore é definido em cerca de R$ 5 mil (28% de R$ 18 mil), sem IR por estar na faixa isenta de 2026, e ela separa a reserva de impostos de cada recebimento.
Mês 2: o primeiro DAS
O primeiro DAS, de cerca de R$ 1.080 (6% de R$ 18 mil), é pago até o dia 20. Somando o INSS do pró-labore, a carga do mês fica perto de 9%, contra 26% como autônoma: uma economia de cerca de R$ 3 mil por mês.
31. Tenho CLT. Posso abrir CNPJ também?
Pode. É muito comum o médico ter um vínculo CLT num hospital e uma empresa para os plantões e atendimentos em outros lugares. Os cuidados:
- Cada fonte no seu caminho: o salário CLT continua na pessoa física, e o que é faturado pela empresa cai na conta PJ.
- INSS: as contribuições do CLT e do pró-labore somadas respeitam o teto da Previdência.
- Fator R: o salário CLT não conta na folha da sua empresa; só o pró-labore e os funcionários dela.
- Contrato de trabalho: confira se o contrato CLT não tem cláusula de exclusividade.
32. CNPJ para telemedicina
Quem atende por telemedicina pode abrir o CNPJ normalmente, com endereço fiscal ou o endereço do consultório. O CNAE costuma ser o de consultas (8630-5/03). Os pontos de atenção são o ISS, que em regra é devido no município da empresa, e a emissão da nota para pacientes de outras cidades e estados. Veja telemedicina: regras de ISS e notas.
33. Casal de médicos: uma empresa ou duas?
- Duas SLUs: mais simples quando cada um atua em lugares diferentes; cada empresa tem a própria faixa do Simples e o próprio Fator R.
- Uma sociedade: faz sentido quando dividem consultório, equipe e tomadores; o faturamento se soma para a faixa do Simples.
- Lucros: em qualquer caso, cada um tem o próprio limite de R$ 50 mil por mês da Lei 15.270.
- Regime de bens: deve ser informado e considerado no contrato social.
34. O primeiro ano da empresa, mês a mês
| Quando | O que acontece |
|---|---|
| Mês 1 | Abertura, CRM, certificado, primeiras notas e pró-labore |
| Mês 2 | Primeiro DAS, até o dia 20; primeiro recolhimento do INSS do pró-labore |
| Meses 3 a 6 | Rotina mensal de notas, impostos e pró-labore; ajuste do Fator R |
| Fevereiro seguinte | DMED, se houve pacientes pessoa física |
| Março seguinte | DEFIS e informe de rendimentos da empresa |
| Abril e maio seguintes | Declaração de IR da pessoa física com pró-labore e lucros |
| Fim do primeiro ano | Revisão do regime e do pró-labore para o ano seguinte |
35. Depois de abrir: como alterar a empresa
A empresa pode mudar ao longo do tempo. As alterações mais comuns:
- Mudar o CNAE: quando você passa a fazer exames ou procedimentos. Exige alteração contratual e atualização na prefeitura e no CRM.
- Mudar o endereço: de endereço fiscal para consultório, ou de cidade. Muda o ISS e as licenças.
- Entrada de sócios: a SLU vira sociedade limitada, com novo contrato social e regras de divisão de lucros.
- Mudar de regime: do Simples para o Presumido, ou o contrário, sempre a partir de janeiro.
- Mudar o diretor técnico: precisa ser comunicado ao CRM.
Cada alteração passa pela Junta, pela Receita, pela prefeitura e, quando for o caso, pelo CRM. Planejar com antecedência evita meses com a empresa desatualizada.
36. E se não der certo? Como encerrar ou trocar
Se a empresa deixar de fazer sentido, ela pode ser encerrada (baixa) na Junta e na Receita, com as declarações finais e o cancelamento das inscrições e do registro no CRM. Dois cuidados:
- Não feche a empresa para “fugir” de pendências: as dívidas e obrigações continuam ligadas aos sócios. O certo é regularizar antes. Veja como regularizar a PJ médica.
- Empresa parada também tem obrigações: mesmo sem faturamento, há declarações anuais. Se não vai usar, é melhor encerrar do que deixar parada.
Se o problema é a contabilidade, e não a empresa, a solução é trocar de contador. Veja como trocar de contador da PJ médica.
37. Perguntas para fazer antes de abrir
- Qual tipo de empresa é o melhor para mim: SLU ou sociedade?
- Qual CNAE devo usar, e qual será o ISS no meu município?
- Simples ou Presumido? Qual será a minha carga com o meu faturamento?
- Qual pró-labore preciso para o Fator R?
- Posso usar endereço fiscal, ou preciso de consultório?
- Quem faz o registro no CRM e quanto custa a anuidade?
- Quanto tempo vai levar até a primeira nota?
- Quanto vou pagar por mês de contabilidade, e o que está incluso?
- A abertura tem custo de serviço?
- Como fica o meu IR da pessoa física depois de abrir?
38. Documentos que o hospital pede para credenciar a sua PJ
Com a empresa aberta, hospitais, clínicas e empresas de escala costumam pedir um pacote de documentos para cadastrar a PJ como prestadora:
- cartão do CNPJ e contrato social;
- comprovante de registro da empresa no CRM (certidão ou consulta);
- comprovante de opção pelo Simples Nacional, quando for o caso, para evitar retenções federais;
- certidões negativas de débitos: federal (Receita e PGFN), FGTS e municipal;
- inscrição municipal e, quando houver, alvará;
- dados bancários da conta PJ;
- CRM e documentos pessoais do médico;
- apólice de seguro de responsabilidade civil, quando exigida no contrato.
Manter essas certidões em dia evita atrasos no credenciamento e nos pagamentos. A contabilidade costuma emitir e acompanhar as certidões.
39. Três formas de abrir: sozinho, contador generalista ou contabilidade médica
| Sozinho | Contador generalista | Contabilidade médica | |
|---|---|---|---|
| CNAE e regime | Escolha por conta própria | Pode não conhecer o Fator R e a equiparação | Simulação com os seus números |
| Registro no CRM | Por sua conta | Às vezes esquecido | Faz parte do processo |
| Prazo do Simples | Risco de perder | Em geral cumprido | Cumprido |
| Custo da abertura | Só as taxas | Taxas mais o serviço | Na Move, grátis a partir do PRÓ |
| Risco de erro caro | Alto | Médio | Baixo |
O ponto central: o custo da abertura é pequeno perto do que uma escolha errada de CNAE, regime ou pró-labore custa por mês, durante anos.
40. Os erros mais comuns (e os que mais custam)
- CNAE errado: pode impedir o Fator R, aumentar o ISS ou inviabilizar a equiparação hospitalar.
- Perder o prazo do Simples: a empresa fica no Presumido até janeiro.
- Pró-labore sem planejamento: abaixo de 28% do faturamento leva ao Anexo V; alto demais aumenta o INSS e o IR.
- Não registrar a empresa no CRM.
- Escolher o tipo errado de sociedade: por exemplo, sociedade simples quando a clínica vai precisar da equiparação hospitalar.
- Misturar a conta pessoal e a da empresa.
- Abrir no momento errado, com plantões esporádicos que não pagam os custos fixos.
- Endereço sem viabilidade, que trava a inscrição municipal.
41. Abrir sozinho ou com contador?
Tecnicamente, parte do processo pode ser feita pelo próprio médico nos portais. Mas a abertura de empresa médica envolve decisões tributárias, registro no conselho e prazos curtos, como o do Simples. Os erros dessa fase costumam custar muito mais do que o serviço de abertura, que na Move é grátis a partir do plano PRÓ. Na prática, abrir com uma contabilidade especializada é o caminho mais barato.
42. Reforma tributária: o que considerar ao abrir em 2026
- 2026 é ano de teste: a CBS e o IBS aparecem destacados na nota, sem pagamento efetivo para quem cumpre as obrigações.
- Saúde com redução de 60% nas alíquotas dos novos tributos, pela LC 214/2025.
- 2027: quem está no Simples decide entre o Simples tradicional e o Simples Híbrido. Quem atende principalmente hospitais e empresas deve avaliar o Híbrido.
- ISS: será substituído pelo IBS de 2029 a 2032, o que muda a lógica de escolha do município ao longo do tempo.
Veja o guia da reforma tributária para médicos.
43. Mitos e verdades sobre abrir CNPJ médico
- “Médico pode ser MEI.” Mito. A medicina não é permitida no MEI.
- “Abrir CNPJ é caro e demorado.” Mito. As taxas oficiais somam algumas centenas de reais e o processo leva de 2 a 4 semanas.
- “Com CNPJ, pago sempre 6%.” Mito. Os 6% valem no Anexo III, com Fator R, e na primeira faixa de faturamento.
- “Preciso de consultório para ter CNPJ.” Mito. Endereço fiscal resolve para quem atende em hospitais e clínicas.
- “O registro no CRM é opcional.” Mito. Toda empresa médica precisa estar registrada.
- “Depois de abrir, está resolvido.” Mito. O regime e o pró-labore precisam ser revisados todo ano.
44. Checklist da abertura
- Simulação feita com o seu faturamento.
- Tipo de empresa definido (SLU ou sociedade limitada).
- CNAE escolhido para a atividade real.
- Endereço com viabilidade aprovada.
- Contrato social registrado na Junta.
- CNPJ emitido.
- Inscrição municipal e licenças.
- Opção pelo Simples dentro do prazo.
- Registro da empresa no CRM, com diretor técnico.
- Certificado digital emitido.
- Emissão de notas configurada.
- Conta PJ aberta e tomadores avisados.
- Pró-labore definido para o Fator R.
45. Glossário
- CNAE: o código da atividade da empresa.
- CNES: o cadastro nacional dos estabelecimentos de saúde.
- CRM-PJ: o registro da empresa médica no conselho regional de medicina.
- DAS: a guia mensal única do Simples Nacional.
- Diretor técnico: o médico responsável ético pela empresa perante o CRM.
- e-CNPJ: o certificado digital da empresa.
- Endereço fiscal: endereço usado como sede, sem atendimento no local.
- Fator R: a relação entre a folha e o faturamento que define o anexo do Simples.
- Inscrição municipal: o cadastro da empresa na prefeitura, necessário para emitir notas.
- ME e EPP: os portes de Microempresa e Empresa de Pequeno Porte.
- NFS-e: a nota fiscal de serviço eletrônica.
- REDESIM: o sistema que integra Junta, Receita e prefeitura na abertura.
- SLU: a Sociedade Limitada Unipessoal, empresa de um sócio só.
- Viabilidade: a consulta à prefeitura sobre se a atividade pode funcionar no endereço.
Fontes e atualização
Base legal: LC 123/2006 e Resolução CGSN 140/2018 (Simples Nacional); Lei 9.249/1995 (Lucro Presumido); Lei 15.270/2025 (lucros); LC 214/2025 (reforma tributária); Portaria JUCESP 146/2025 (taxas da Junta em SP). Taxas e prazos de prefeituras e conselhos variam por localidade. Revisado em 03/10/2026 por Wanderson Pires, contador e tributarista, CRC SP 280216/O-0.

“Criamos a Move para transformar a contabilidade médica em ferramenta de crescimento. Aqui, o foco é permitir que o médico empreenda com segurança, pague menos impostos e tenha tranquilidade para cuidar de vidas.”
Wanderson PiresContador e Tributarista · CRC SP 280216/O-0Perguntas frequentes sobre abrir CNPJ médico
Médico pode abrir MEI?
Não. A medicina é profissão regulamentada e não está na lista de ocupações do MEI.
Qual o melhor CNPJ para médico?
Para quem atua sozinho, em geral uma SLU no Simples Nacional, com o CNAE certo e Fator R. Com sócios, uma sociedade limitada.
O que é CNPJ médico individual?
É a empresa de um único médico. Hoje, o formato mais usado é a SLU (Sociedade Limitada Unipessoal), que protege o patrimônio pessoal.
Qual o CNAE do médico?
8630-5/03 para quem faz só consultas, 8630-5/02 com exames complementares e 8630-5/01 com procedimentos cirúrgicos ambulatoriais.
Quanto tempo leva para abrir o CNPJ médico?
Em geral, de 2 a 4 semanas, contando Junta Comercial, CNPJ, inscrição municipal, registro no CRM e certificado digital.
Quanto custa abrir o CNPJ médico?
Depende do estado e da cidade. Em São Paulo, a taxa da JUCESP em 2026 para LTDA ou SLU ME/EPP é de R$ 218,99, mais certificado digital e taxas municipais. Na Move, o serviço de abertura é grátis a partir do plano PRÓ.
Precisa registrar a empresa no CRM?
Sim. A empresa médica deve ser registrada no conselho regional como pessoa jurídica, com um médico diretor técnico.
Como consultar o CRM de uma empresa médica?
Pelo site do conselho regional do estado, na consulta pública de empresas registradas, com o CNPJ ou o nome da empresa.
Médico PJ pode ficar no Simples Nacional?
Pode. A medicina fica no Anexo III (a partir de 6%) com Fator R de 28% ou mais, ou no Anexo V (a partir de 15,5%).
Qual o prazo para pedir o Simples ao abrir a empresa?
Até 30 dias depois do último deferimento de inscrição, sem passar de 60 dias da abertura do CNPJ. Fora do prazo, só em janeiro do ano seguinte.
Plantonista precisa de CNPJ?
Não é obrigatório, mas muitos hospitais exigem, e o imposto como PJ costuma ser bem menor que no RPA.
Preciso de consultório para abrir CNPJ?
Não. Quem atende só em hospitais e clínicas pode usar endereço fiscal ou sede virtual.
Residente pode abrir CNPJ?
Pode, para os plantões e atendimentos fora da residência. A bolsa continua como renda de pessoa física.
Posso abrir o CNPJ sozinho?
Parte do processo pode ser feita nos portais, mas as decisões de CNAE, regime e CRM e o prazo do Simples tornam a abertura com contabilidade especializada mais segura e, em geral, mais barata.
O que é contabilidade médica?
É a contabilidade especializada em médicos e profissionais da saúde, que conhece regras como Fator R, CRM-PJ, DMED e equiparação hospitalar.
Quanto de capital social devo colocar?
Não há mínimo para SLU ou limitada. Médicos costumam usar entre R$ 1 mil e R$ 10 mil, considerando que alguns conselhos calculam a anuidade do CRM-PJ pelo capital.
Quem não é médico pode ser sócio?
A empresa precisa de diretor técnico médico, e quem exerce a medicina deve ser médico. Sócios não médicos têm regras próprias e devem ser analisados caso a caso.
Posso abrir o CNPJ com uma contabilidade de outra cidade?
Sim. O atendimento é digital, desde que a contabilidade conheça as regras do seu município.
Tenho CLT. Posso abrir CNPJ?
Pode. O salário CLT continua na pessoa física e o faturamento da empresa na conta PJ. O INSS dos dois somado respeita o teto.
Posso mudar o CNAE depois de abrir?
Pode, com alteração contratual e atualização na Receita, na prefeitura e no CRM, por exemplo quando você passa a fazer exames ou procedimentos.
Empresa sem faturamento tem obrigações?
Sim. Mesmo parada, ela entrega declarações anuais. Se não vai usar, é melhor encerrar.
Depois de abrir, o que muda no meu IR?
Você passa a receber pró-labore (tributável) e lucros (isentos até R$ 50 mil por mês por empresa), declarados com o informe de rendimentos da empresa.
Ferramentas gratuitas para a sua PJ

Mande a sua pergunta. Eu respondo pessoalmente.
Falar com o WandersonConteúdo informativo, com base na legislação vigente na data de publicação. Cada caso deve ser analisado com os números da própria empresa.


